21 de setembro de 2010

De repente saudade.

Em alguma madrugada insone, resolvo abrir uma gaveta bagunçada e encontro uma folha dobrada, nela está escrito "Quatro meses de namoro – Aliança". Me surpreendi por não estar a lápis, você sempre escreveu tudo a lápis, até mesmo as cartas.

Lembrei que não usamos aliança no quarto mês juntos, mas sim no sétimo, mas posso estar errado, sempre fui péssimo com nossas datas, nunca lembrei o dia exato que nos encontramos a primeira vez, ou o primeiro beijo, nem mesmo o dia em que começamos a namorar. Você ficava muito brava por isso. Eu gostava de te irritar, embora tratando-se de datas não era de propósito.

E encontrar algo com sua letra, me fez sentir vontade de ver nossas fotos. Abri nossa pasta no computador e satisfiz essa vontade. Não temos muitas fotos como casal, mas todas são bonitas. De repente estava ouvindo aquelas musicas que você gostava e me ensinou a gostar.

Lembrei das vezes que íamos ao cinema e não assistíamos ao filme, ou quando dividíamos comida e achávamos que isso era a maior prova de amor do mundo, das vezes que eu colocava suas meias e você passava algum creme no meu rosto quando eu fazia a barba... Como você dizia "Coisa de namorado".

Se algum dia você ler esse texto, saiba que já te perdoei por tudo. Espero que você consiga me perdoar também. Você errou primeiro, mas eu errei na sequência.


"Uma dor anula a outra, dizem. De qualquer maneira, não pretendo deixar meu dedo preso numa gaveta para me distrair desta outra dor, a saudade. Fico com a saudade, que pelo menos não deixa marcas visíveis".
(Divã - Martha Medeiros)

23 comentários:

Marcos Almeida disse...

Perfeito!

Eu sempre quis escrever assim de forma límpida, sem enfeites e acima de tudo de forma que prende quem lê aliando escrita a um sentimento profundo.

Meus parabéns pelas palavras, voltarei aqui mais vezes

Maíra K. disse...

Pois é, quando um amor acaba nunca foi culpa de um só! Um relacionamento, afinal é feito a dois, se um não se acha mais parte daquilo... tende a acontecer isso, infelizmente.

Sorte no amor!

ps1.: Sou COMPLETAMENTE geminiana, leu a definição, você sabe quase tudo sobre mim.

ps2.: "Tenho a impressão que nunca durmo o suficiente." Só reparei agora nisso, hehehe. Deu uma vontade de roubar pra colocar minha descriçãooooo. HAHAHA. Será isso típico de um geminiano do dia 15/06/1988? =x

Julyana ツ disse...

Acho que a saudade deixa algumas das piores marcas que alguém pode ter...
Pois é aquela que fica dentro de você e para qual nenhuma ajuda externa tem efeito...






;*

Ana Luísa disse...

Lindo!
E a saudade deixa marcas enormes
=X

Nayara Dantas disse...

Olá.
Bom, claro que para acontecer um fim, algo deve ter acontecido, e sim, das duas partes.
Acho que as invisíveis marcas da saudade são as que doem mais, pois ficam instaladas dentro da gente, e a unica coisa que pode suavizar essa dor, é o esquecimento ou encontrando a unica pessoa que pode matar essa saudade.
Enfim, você escreve muito bem, gostei do blog.
Obrigado pela visita no meu blog, e pelos elogios, volte sempre.

( http://nayara-soares.blogspot.com/ )

Clara disse...

É bom quando o que fica são as boas lembranças e o perdão. Seria bom se de tudo na vida pudéssemos tirar só coisas boas.

*Muito bonitinho um garoto escrevendo texto romantiquinho, rs

Bruno disse...

Bonito. Bonito mesmo.

Eu preciso seguir seu exemplo, rever umas mágoas e perdoar pessoas do passado também.

E obrigado pela visita e pelo comentário gentil. Também gostei daqui e vou aparecer sempre ;)

Abraço!

Ana Paula disse...

Errar é humano, perdoar é divino! ^^'

Amei o texto! *-*
Sempre me pergunto se seus posts são escritos com bases reais.... xD

Deyse Batista disse...

Perdi a conta de quantas vezes situações tais como essa aconteceram comigo. E você deve ter perdido a conta de quantas vezes ouviu o que vou lhe dizer: isso também passa, assim como qualquer outra dor humana.
O que não significa que doa menos.
Mas se serve de consolo, dor nenhuma diminue a genialidade dos seus textos. Sinceridade não nasce fácil, muito menos quando é sinceridade doída. Não canso de lhe dar parabéns por cada palavra, mesmo.

ps.: ganhou infinitos pontos comigo por ter lido Divã hahaha. Te admiro agora pelo que escreve e pelo que lê - falou uma fã incondicional de Martha Medeiros :)

Beijos.

Nathy disse...

Acho seus textos simplesmente perfeitos! Identifco-me demais!

beijos

Miss Cherry disse...

olá valeu pela visita. Bom, eu sempre indico a inglaterra (nao necessariamente londres (pq tem mto brasileiro, ai ja viu, so vai andar com eles so vai falar portugues). qualquer duvida sobre a vida aqui na inglaterra, pode perguntar. Ah o morando aqui sim, no sul da inglaterra. beijos

Rodolpho Padovani disse...

Ah cara, a saudade não escolhe quando aperta mais, apesar de alguns dias ela estar mais amena não significa que ela se foi.
Muito bonito e tocante o texto, parabéns.

Abraços!

Nini C . disse...

tah, morangos mofados é o melhor, sem duvida. quanto a saudade,ela éh foda, rs... vlw pelo coment.

Renata Ribeiro disse...

É difícil ver um menino que gosta de escrever sobre relacionamentos, sentimentos... Parabéns, você é uma ótima exceção!

Pena morar tão longe, fiquei com vontade de diminuir essa sua dor... ^^'

Michele disse...

Não tem como viver o amor sem conhecer o perdão! Somos mesmo falhos e erramos justamente com as pessoas que nos são mais próximas! Espero que um dia essa verdade se encaixe nessa moça e ela volte com teu sorriso! :)

Um beijo, moço!
Bom fim de semana!

Michele disse...

Não tem como viver o amor sem conhecer o perdão! Somos mesmo falhos e erramos justamente com as pessoas que nos são mais próximas! Espero que um dia essa verdade se encaixe nessa moça e ela volte com teu sorriso! :)

Um beijo, moço!
Bom fim de semana!

Anônimo disse...

Quem é a gente pra não perdoar? Mas, olha, é difícil encontrar um cara que saiba escrever assim como você, sem sentir vergonha de expor os sentimentos, as saudades. Muito lindo o texto, espero que ela te perdoe de verdade, você parece merecer.

Adorei o blog =)

Jeniffer Yara disse...

Mais do que uma declaração de saudade,uma declaração de afeto verdadeiro,que remete essa saudade,amei *.*

Amei o blog também,beijos.

Debbys disse...

Que tristee... assim, mt fofo vc lembrar dos momentos juntos, mas triste o fim, neh?

bjsss

Jade Amorim disse...

Momento bem nostálgico esse hein? Tem horas que simplesmente bate a saudade, eu sei o que você sente, já senti.
Se você ainda gosta dela, sei lá, acho que talvez deva correr atrás né? Se valer à pena, é claro.
Adorei o texto, me identifiquei!

Beeijos!

L and the Bijous disse...

Acho a saudade a maior marca do mundo. E a pior também. Quando é verdadeira, não há quem mereça.

E descobri há um tempo que Martha Medeiros é uma das melhores escritoras, sim. Tão sincera...

Caroline Araújo disse...

Suas palavras foram tão leves e claras!
Gostei muito da forma como escreveu sobre a saudade, mesmo sendo um sentimento tão forte e incontrolável.
Beijos, e obrigada pela visita ao meu blog, saiba que também gostei muito dos seus textos e visitarei aqui mais vezes.
C=

Charles Bravowood disse...

"Você errou primeiro, mas eu errei na sequência."

Awn, que bonito! Nunca vivi essas coisas, saudade do que não tenho!

Abraços, Charlie B.